domingo, dezembro 09, 2007

CHRISTIAN DE PORTZAMPARC - Isso se chama arquiteto - especial para a folha

Eu tinha 14 anos quando vi as fotos dos primeiros edifícios de Brasília. Era um sonho. Um pouco mais tarde, eu descobria em um livro um desenho do Le Corbusier para Chandigarh, e depois, os croquis de Oscar Niemeyer para Brasília, dois choques. Os croquis de Oscar mostravam a invenção simples e pura da forma dialogando com a grande paisagem. Podíamos então fazer isto, era uma profissão! Isso se chamava: arquiteto.
Quando comecei a desenhar para construir, lembrei e realizei o que tinha sido esse momento de surpresa e de descoberta dos desenhos, o momento onde o olhar nasce. Na infância, ele se alimentava inconsciente. E um dia comecei a ver a cada instante o mundo diferentemente. O que fazer? Tornar-se um sonhador ativo? Um arquiteto brasileiro? Como a muitos, Oscar Niemeyer tinha aberto meus olhos. Ele mostrava como a arquitetura podia, aprimorando-se, aliar no mais alto nível a razão e a sensibilidade, o rigor e a forma.
Com Brasília, um mundo aparecia. Novamente a arquitetura unia os homens. Um povo se reconhecia. O medo do simbólico que caracterizava toda a arquitetura do pós-guerra parecia ter desaparecido.
Essa maneira única de dar um sentido evidente a um edifício pela sua plástica, mas também pela sua estrutura racionalmente pensada, contrariou muito na época. Nenhuma submissão à estrutura, em Oscar, um jogo inventivo, plástico, com ele uma liberdade.
A igreja de São Francisco em Pampulha foi um espanto na rua de Sèvres em Paris, no ateliê de Le Corbusier. Servir-se de cascos de concreto da mesma forma que os engenheiros estruturais com essa mistura de lirismo e de desenvoltura e produzir com isso o sagrado _era bonito. "Corbu" fica marcado. Sabemos o que Oscar deve a Corbu e a Lucio Costa, conhecemos o início da lenda, a construção do Palácio da Cultura Gustavo Capanema (MEC) no Rio, o jovem Oscar que faz um croqui que Costa vai recolher no chão, para mostrá-lo ao mestre. Os pilotis bastante elevados que dão toda a urbanidade ao edifício do Rio nasceram desse encontro. Costa e Niemeyer terão rapidamente um domínio, pessoal, cada um à sua maneira, da teoria e da gramática corbusiana. Oscar não é um aluno, ele é um homem que pegou o testemunho na mão do grande predecessor e continua sua corrida. E quando, 17 anos depois do concurso do MEC, Oscar reencontra Le Corbusier em Nova York com Wallace Harrison, é porque cada um deles foi convidado a apresentar um croqui para o edifício da ONU no East River. Imediatamente, a maquete de Oscar seduz a comissão. Ele torna as massas mais leves e as simplifica separando claramente os volumes da grande sala, da torre e dos escritórios, enquanto os outros juntam esses elementos tão diferentes do programa de maneira "sábia". No projeto de Oscar vemos que a forma é astuciosa, simplificada e dominada, não como a modelagem de um objeto complexo, mas como um jogo de espaço, onde o vazio é o elemento-chave.
Rapidamente, as formas simples e puras de Oscar se impõem. E, à noite, Le Corbusier telefona a Oscar em seu hotel propondo unir os dois projetos para a apresentação no dia seguinte num mesmo número. Ele se sente com certeza, com algumas razões, o pai desse vocabulário que ele defende há mais de 30 anos. Portanto, temos uma outra interpretação, que é aberta, escultural, direta. Oscar aceita, "era meu mestre", dirá. Mais tarde, em Paris, Le Corbusier, tomando um café com Oscar, dirá subitamente, "você é um cara generoso, Oscar".
Quando Le Corbusier construiu a capela de Ronchamp, ele criou uma física dos espaços que era o oposto da Pampulha. O peso, a massa e a gravidade caracterizam a capela de Corbu, com um sentido primitivo do sagrado e do mistério, e a leveza, a felicidade de uma pureza nova do espaço em uma bela economia de meios são elaboradas na igreja de Oscar. Porém, sem a insolente evidência de Pampulha, o mestre teria efetuado essa surpreendente saída expressiva onde o imaginário dispensou a razão pura?
Oscar parece juntar o talento romano da abóbada, do arco, da cúpula, à matemática musical da ordem grega, as duas grandes matrizes do poema arquitetural do Ocidente, segundo o poeta Yves Bonnefoy. Assim foi preciso que fosse longe do Mediterrâneo, no imenso Brasil da vida tropical, que a arquitetura encontrasse esse salto, essa generosidade simples que fala ao homem da rua e que faltou quase sempre nas cidades do mundo, durante cinqüenta anos.
CHRISTIAN DE PORTZAMPARC, francês, ganhou o Pritzker em 1994.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Hugo Segawa no Paiol

Para os Curitibanos de plantão, vai acontecer no teatrol Paiol, palestra de Hugo Segawa com o tema: Outras Modernidades no Brasil.
Maiores informações na imagem abaixo, clique para ampliar.

quinta-feira, novembro 15, 2007

O que é um luxo de morada para PMR




















Rua Líbero Badaró, s.d. Crédito: Eduardo Simões


Lendo uma matéria sobre o luxo, da revista vida simples encontrei uma participação de Paulo Mendes da Rocha sobre o que é um luxo de morada. Nada que ja não tenha dito mas sempre oportuno ser lembrado.

"O arquiteto e urbanista paulista Paulo Mendes da Rocha vai além. Para ele, viver de maneira especial tem a ver com a relação que você tem com a cidade. Em tempos de casas muradas e condomínios fechados, um luxo é usufruir as qualidades que a cidade tem. Entender que a casa não é só a casa, mas também a cidade. “É ter na quadra da sua casa uma padaria ou um café agradável, poder passear na rua, morar perto do trabalho, dispor de transporte público. Retomar a essência da cidade, que é o convívio urbano. A grande segurança da cidade é ter suas ruas ocupadas. Assim são as mais belas cidades do mundo”, diz a arquiteta paulista Fernanda Barbara, ex-aluna de Paulo Mendes da Rocha, também defensora da cidade como casa.
Movimento exatamente contrário ao que propõem os lançamentos imobiliários de alto padrão das grandes cidades: condomínios que vêm com verdadeiros clubes, salão de beleza, bosque, mercadinho e, quem sabe, até uma padaria. Quase uma minicidade murada."

Leia a matéria inteira.


http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/060/01.shtml

segunda-feira, novembro 12, 2007

Mais uma história pouco urbanística























Moro em um sobrado.
Quando vim morar nele eu tinha perto de uns 15 anos.
E este sobrado estava reformado e ampliado como manda o puxadinho, passando de uma ocupação de 50% conforme a legislação local para uma ocupação de 100% conforme legislação inexistente.
Com o passar dos anos os outros seis sobrados que compõem o lote, seguiram a mesma linha.E todos estão hoje devidamente irregulares.
O tempo foi passando e as coisas foram andando na mais perfeita harmonia. Até surgir uma denúncia! Na denúncia feita à prefeitura, consta um descontentamento da vizinha de fundos, *Sra Grace Kelly que reclamou das nossas janelas, abertas no muro de divisa com o seu condomínio. Isso mesmo, você não entendeu errado, no muro que divide o dois lotes há janelas, nos mais variados tamanhos e tipos.
Mas acredito que não sejam as janelas o que incomoda esta senhora, pode ser que sejam as peças de roupas que em tempos de outrora secavam no extinto jardim de 2mx6m, e que hoje secam penduradas nas inocentes janelas, bem ao astral Italiano.
E instaurou-se um impasse!
Não é possível regularizar o irregular sem demolir e não é possível secar as roupas sem italianar. Será que acaba em pizza?

* Nome fictício, mas na mesma linha do verdadeiro.

terça-feira, outubro 23, 2007

Cinema com boa arquitetura (Mr.Jones)

Este filme tem algo arquitetonicamente interessante. Se trata de uma cena feita no desbundante SALK INSTITUTE de Louis Khan, em que a psiquiatra Libbie Brown (Lena Olin) conversa com seu colega, após ter confessado estar envolvida com seu paciente, no caso o Mr.Jones (Richard Gere). A cena se passa num local próximo ao da foto abaixo do poster, com os dois personagens sentados e todo aquele visual os rodeando.É coisa bem rápida mas vale a pena! rsrsrsrs.
Fazendo uma rápida divagação; as fotos de arquitetura sempre apresentam um determinado feitio,... limpas, com uma perspectiva escolhida a dedo e caracteristicamente ambientadas. No caso de um filme, (digo filmes de arquitetura) é possível ver a obra em plena "ação", com a pessoas circulando, paradas conversando,...isto dá uma noção diferente. Sem a "pompa" fotográfica. Lembro também que no belo filme My architect, documentário da obra e vida de Lous Khan realizado por seu filho, é possível ver em "ação" o Salk Institute bem mais detalhadamente e muito mais.












































































quarta-feira, agosto 29, 2007

Elogio de la luz : Un viaje por la arquitectura española contemporánea

Coleção de vídeos sobre a obra de importantes arquitetos, disponível para download no emule.














Una fascinante visión de la arquitectura española actual. La serie presenta un grupo de 12 de los mejores arquitectos españoles. Cada programa, en compañía de un arquitecto y con textos de Manuel Vicent, ofrece un triple punto de vista de los creadores. Un recorrido por sus principales obras. Un retrato del autor, de su estilo y de su forma de concebir la Arquitectura. Y el propio arquitecto hablando en primera persona de su trabajo. La arquitectura española ha conseguido un eco internacional como nunca había tenido, y esto es así porque contiene aspectos singulares de gran interés. La Arquitectura es el fiel reflejo de un tiempo. La última década en España es calificada como una etapa de esplendor creativo en este terreno. Ha sido un período prolífico y un campo de experimentación para nuestros arquitectos.

Ficha TécnicaDuración: 360 minutos Director(a): JUAN MANUEL MARTÍN DE BLAS Año de Producción: 2003 Idiomas: Español Formatos: DVD Sistema: PAL Imagen: ORIGINAL 1'78:1 Sonido: DOLBY: STEREO Calificación: PARA TODOS LOS PÚBLICOS PVP : 29,95 €

Para quem quiser fazer o pedido segue o link: http://www.arquitextos.com/textos1.php

domingo, agosto 19, 2007

Entrevista Paulo Mendes da Rocha















Entrevista de Paulo Mendes da Rocha publicada na folha de São Paulo de segunda-feira, 13 de agosto de 2007 e colocada aqui na íntegra.

O arquiteto em essência é um contrariado

Passada a série de homenagens, cerimônias e debates no exterior, o arquiteto capixaba Paulo Mendes da Rocha, 78, é tema de novos livros. Em "Paulo Mendes da Rocha -Projetos 1999-2006", estão reunidos projetos que tentam mudar a configuração de cidades para torná-las mais acolhedoras. Já "Maquetes de Papel" registra aulas de maquetes dadas na Casa Vilanova Artigas (Curitiba). Ele também abrirá a coleção "Arquitetos", da ed. Estação Liberdade, em outubro. (MARIO GIOIA)

FOLHA - O livro que reúne seus projetos de 1999 a 2006 é a primeira grande publicação sobre sua obra após você ter ganhado o Prêmio Pritzker. Como você vê tais projetos?

PAULO MENDES DA ROCHA - Nesse período, surgiu uma série de projetos interessantes. Um deles foi a oportunidade de estudar o que foi chamado de museus da USP, porque a universidade pensou em reunir esses três museus -etnologia e arqueologia; zoologia e ciências- para atrair público externo. A cidade pouco a pouco está chegando lá, o metrô vai ficar ali perto. Era um projeto que deveria ser feito. Se você não é solidário ao projeto, não pode fazê-lo. Arquitetura não pode ser vista como uma coisa que você encomenda, e você se vira para fazer de qualquer maneira. O primeiro ímpeto de fazer surgir algo, que é o que o arquiteto faz, é uma convocação emotiva.

FOLHA - Dois projetos, feitos para programas que pleiteavam as Olimpíadas em Paris, em 2008, e em São Paulo, em 2012, se desenham a partir de rios. Por quê?

MENDES DA ROCHA - Convoquei cinco grupos e vimos uma oportunidade de mostrar como São Paulo poderia se recompor em torno de suas estruturas fundamentais, com a possibilidade de uma cidade feliz, viável. Investir em transporte público, fazer aparecer algumas virtudes que estão aí dormidas, como as águas. E centramos o projeto nas calhas, que são fundadoras inclusive do espaço da cidade, o rio Tietê e o rio Pinheiros, que antigamente eram navegáveis. Para 2008, Paris resolveu chamar 12 arquitetos para o projeto. Minha parte era o Bulevar dos Esportes, formado pelos estádios e pela parte aquática. A área era belíssima, cortada pelo canal Saint-Denis, que deságua logo adiante no Sena, navegável. Foi um estímulo para o que depois fizemos em São Paulo.

FOLHA - O livro exibe dois projetos de grandes intervenções em prédios no centro, um o do Sesc 24 de Maio (SP), e o outro, um anexo no Museu Nacional de Belas Artes (RJ). Você poderia comentá-los?

MENDES DA ROCHA - A recuperação desse antigo prédio, onde estava a [loja] Mesbla, no centro de São Paulo, é uma reforma penosa. Havia esse dilema, que é uma questão ética da arquitetura: demole, mas é uma bela construção... Decidiu-se não demolir e tentar aproveitar o prédio. Sugeri que eles comprassem um predinho do lado. E me ocorreu um raciocínio da Marinha, colocar um pequeno navio-oficina, que encosta nos outros e serve aos outros. Aí desenhei uma torre lateral, onde descarregou-se máquinas, vestiários, sanitários etc., aliviando o espaço. O arquiteto tem também uma visão estratégica, como quem organiza um campo de batalha. O anexo do Belas Artes do Rio é uma iniciativa de alta inteligência do Paulo Herkenhoff, ex-diretor de lá. Fez um balanço da situação e disse que o museu não tem futuro, na medida em que enfrenta uma impossibilidade de ampliação. E desenhei uma torre, só para funcionários. Essa torre teria um caráter "sui generis", porque não iria copiar prédio nenhum. Aí me lembrei do Teatro del Mondo, em Veneza, concebido para ser um teatro flutuante, ora está na praça São Marcos, ora vai para dentro do canal, uma verdadeira maravilha. A figura do anexo, na arquitetura, tem um sabor histórico de uma força incrível, a Torre de Pisa é um anexo. Em vez de você continuar deformando um prédio, faça um anexo.

FOLHA - Na Luz, região central de São Paulo, o sr. reformou a Pinacoteca do Estado e fez o Museu da Língua Portuguesa. Qual sua opinião sobre a recuperação do centro?

MENDES DA ROCHA - Se eu tivesse uma solução, tinha de cobrar uma fortuna para dizer [risos]. Essa sociedade amarga abandonou o centro da cidade e se enfiou no mato. As empresas se mudaram lá para baixo [em direção à zona sul], mesmo avenidas novas são extremamente caipiras, elas têm um ar de subúrbio rico e abandonaram o centro da cidade. Se você deixar degenerar, você reduz o valor imobiliário, compra tudo de novo, reconstrói a cidade... Há quem viva só disso.

FOLHA - Hoje, não lhe parece que a USP é mais um agrupamento de prédios e blocos, com pouca integração entre eles?

MENDES DA ROCHA - Existem dois grandes modelos de universidade. No mais antigo, a universidade funda a cidade, como Heidelberg (Alemanha). Ou seja, a universidade é a alma da cidade. Mas há o outro modelo, do campus universitário, acredito que seja norte-americano. Eu prefiro o primeiro. E, aqui entre nós, há uma certa melancolia, um luto, porque a nossa universidade era integrada à cidade. O direito no largo São Francisco, a Faculdade de Medicina em Pinheiros... Você tem razão, porque esses edifícios isolados, num "pseudoparaíso", destroem a essência da questão da educação, que é o caminho da escola, com bares e uma infinidade de outras coisas. A universidade apartada assim tira os jovens desse âmbito, da cidade, que é um fator de educação fundamental. É lastimável você fundar e comprar um grande arrabalde e chamar de cidade universitária. Como foi feita, nunca se pensou no transporte público. Todo estudante tem um carro. A escola é pública, mas só dá milionário ali. Não fica bem. Há um trabalho final de graduação do meu filho, o Pedro [Pedro Mendes da Rocha, colaborador do pai], que planejou o retorno da USP para onde a cidade está agora. Um outro aluno fez determinada vez a universidade instalada no Campo de Marte. Você pode perceber como sofre um arquiteto, quão longe dos nossos horizontes está a cidade atual. Isso amargura a nossa existência e faz ver que o fator essencial e objetivo da questão da arquitetura e do urbanismo é político. É uma questão de vontade. O arquiteto, em essência, é um contrariado.

FOLHA - O sr. acredita que há uma identidade brasileira na arquitetura? Quais nomes você destaca?

MENDES DA ROCHA - Não temos, mas eu vejo que há muitos aspectos da expressão da cultura no Brasil. Na arquitetura, é uma manifestação que lida com a natureza e como a cidade se funda nela. A arquitetura brasileira tem isso com muita clareza, como no MAM do Rio, do Reidy [Affonso Eduardo Reidy, 1909-1964]. O nosso Copan é uma obra de arte, uma das melhores obras de arquitetura do século 20. É significativo como houve inteligência em pôr em conjunto lojas, botequins, casas em cima, em um prédio esbelto, de uma forma curvilínea, que adquire estabilidade perfeita. Não é um capricho porque o Niemeyer goste das curvas e não sei o quê. Há outros nomes, Lucio Costa [1902-1998], Attílio Corrêa Lima [1901-1943, arquiteto e urbanista que projetou Goiânia]. Outros são esquecidos, a literatura de arquitetura entre nós é muito pobre. Da minha geração, Pedro Paulo [de Melo] Saraiva [arquiteto paulista que fez projetos como a reforma do Mercado Municipal de SP], Abraão Sanovicz [1934-1999, arquiteto paulista, autor do Sesc Araraquara, junto de Edson Elito] e Eduardo de Almeida [autor do projeto que sediará a Brasiliana de José Mindlin na USP] são brilhantes.

FOLHA - Também será lançado livro no qual o sr. fala sobre maquetes. Qual a importância delas?

MENDES DA ROCHA - Esse livro surgiu de uma idéia da Casa Vilanova Artigas, que tem aulas sobre arquitetura. Aqui no escritório eu faço uns estudos, principalmente do ponto de vista estrutural. São estudos de projetos, mas, a especulação é formal. Mostram o modo de construir, os recursos técnicos com que se vão construir arcos, vigas e pilares. Dei a aula sobre essas maquetes de papel. Você pode fazer sem recursos de oficina. Você faz na mesa com tesoura, cola e coisas singelas.

Ratatouille

























Sei que este espaço trata mais de arquitetura ou quase somente arquitetura, mas em alguns momentos e este é um deles, que fujo da linha geral e trago algo um pouco diferente das coisas aqui tratadas que além do mais tem muita arte também.
Então gostaria de recomendar essa mais recente produção da Disney Pixar, o filme Ratatouille. Uma obra prima!
Falar somente dos requintes de animação, como os pelos do ratinho, a água, a leveza e perfeição dos movimentos é deixar de lado, o que acredito ser uma das melhores histórias
ja contadas pelo estúdio. Realmente muito boa! Vale muito a pena ver!
A história está permeada de questões sobre a vida, as relações humanas e muito bem temperado com humor e emoção. Um filme muito bonito!

Confiram o trailler no youtube:
http://br.youtube.com/watch?v=RBeTMsmU53U

quinta-feira, agosto 16, 2007

MON - Museu Oscar Niemeyer

Algumas fotos que tirei no MON aqui em Curitiba, vulgo Olho, assim conhecido por aqui.
Estava voltando de um compromisso nas redondezas e então resolvi perder um tempo lá, ou melhor, ganhar...
Era por volta das 19:00, o museu fecha as 18:00 mas só o acervo, o edifício é aberto a la Oscar, fiquei até as 20:00, caminhando, olhando e fotografando, não vi o tempo passar.
Surgiram algumas fotos interessantes, com aspecto gráfico, em que a noite oculta a face frontal, devido ao plano envidraçado escuro e a iluminação evidencia a face curva inferior em balanço.Tirei muitas fotos mas a maior parte ficou ruim, estas que estão neste post são a nata da nata!
Lembro que durante a faculdade fomos a obra do museu, teve até uma conversa com o responsável da empreitada,...Lembro também que ele dizia ter ligado para seu antigo professor para esclarecer algumas questões técnicas e coisa e tal,... devido ao inquestionável e incomum arrojo estrutural que caiu nas suas mãos. Naquele momento em que estava toda a turma dentro daquele alojamento da obra ouvindo sobre o projeto, assistindo simulações por computador de como ficaria o edifício,... da janela via muita gente trabalhando,... cá com meus botões senti que aquilo era uma coisa bem diferente,... a arquitetura mostrava uma outra face para mim, uma face em forma de olho! tcham!!!!
Numa palestra do professor Marcos Tognon da universidade estadual de Campinas, dizia que Niemeiyer possue acesso exclusivo a um universo de imagens, uma ala em que só ele tem a chave para acessar. De certa forma isso explica esse nível de ineditismo das obras do bom e velho Oscar e seu molho de chaves.
Confiram a programação e demais informações no site do MON.

http://www.pr.gov.br/mon/
































































quarta-feira, junho 27, 2007

Hauer















Terminal do Hauer.

terça-feira, junho 26, 2007

Residência NL








































Projeto de uma residência unifamiliar - Ctba.


sábado, maio 26, 2007

Últimas Reportagens















Fernando Guerra clicou as principais obras de
arquitetura em Portugal.
Hoje há mais de 130 projetos muito bem clicados
que podem ser acessados no link
:
http://www.ultimasreportagens.com/
Fotografia: Casa Tóló, Alvaro Leite Siza Vieira.

Tipografia Artesanal Urbana










Este trabalho busca inspiração na tipografia urbana,
usada nas populares placas de salão de cabelereiro,
promoção de supermercados de bairro e nas mais
variadas publicidades de muro de cunho vernacular.
Além do tema ser muito original, o trabalho ficou muito
bem feito.
As fontes estão disponíveis para donwload.

Trabalho de Graduação do curso de Des. Industrial da UFRJ
desenvolvido por Vinícius Guimarães.

http://www.viniguimaraes.com/

terça-feira, maio 22, 2007

Los Hermanos

PEZO VON ELLRICHSHAUSEN ARCHITECTS http://www.pezo.cl
Linha sensível de criatividade que permeia a produção dessa dupla de arquitetos.
Mauricio Pezo do Chile e Sofia Von Ellrichshausen da Argentina.
Arte ambiental: Heaven on the earth .