
Na minha ultima postagem, eu escrevi sobre a identidade da arquitetura com o lugar em tempos de globalizacao. Ai, o Rossin enviou um comentario questionando a possibilidade de “…enxergar referencias…” nas grandes metropoles para criar uma arquitetura que se identifica com o lugar. Depois de meses consegui materializar uma resposta para ele.
Rossin, eu acredito que a arquitetura para as metropoles se identifica com seu lugar de implantacao quando trabalha nao so com o programa do edificio, mas incluindo um segundo programa , este para o lugar.
Este programa contemplaria possibilidades de renovacao, reestruturacao, revitalizacao ou revolucao deste lugar. Nas diversas areas: social, urbana, comercial, estetica.
Arquitetura Holistica, como defendida por Juan Otoya.
Ai sim poderia se criar uma obra em acordo com a metropole e suas demandas, a partir do entendimento de como essa cidade funciona, e quais as solucoes que esta obra poderia favorecer.
A identidade de uma obra de porte com a metropole esta alem do partido arquitetonico adotado.
O mote para essa discussao foi o questionamento da contratacao dos pops Herzog & De Meuron (suicos) para o projeto de Teatro de Danca na cracolandia, area da cidade de Sao Paulo, onde ja estao instaladas a Sala São Paulo, Pinacoteca, Estação da Luz, e Estação Pinacoteca , nenhuma delas representa algum sucesso na intencao de transformacao social da area do crack. E muito provavelmente a nova sala de espetaculos ,que conta com um orcamento de R$ 300 milhões para a obra, nao olhara pelas nossas criancinhas, como pede o Pele’.
Para entender o que esta rolando atualmente nesta area, acesse link a seguir, do brilhante colunista Rodrigo Silva, mais conhecido como Indiana.