domingo, setembro 14, 2008

Ora beira do caos, ora eira da paz

Em torno a panacéia arquitetônica de toda ordem, acho até natural a vista turvar e perder o foco. Esfregamos os olhos, limpamos os óculos e ainda essa imagem blur, inquieta, incômoda, resiste, ...
Quando isso acontece, o coração pode reconfortar-se abrindo um livrinho, quase um pocket, muito singelo mesmo, escrito na capa somente, arquitetura. São palavras do Dr. Lúcio à gente moça do ensino secundário, em encomenda feita pelo Ministério da Educação para integrar uma coleção de dez livrinhos sobre cultura nunca antes comercializados.
Na orelha alguns recados de Lucio:

“O Brasil é um país precursor, dará o seu recado no tempo certo.”

”...recusar subserviência, inclusive cultural, mas absorver e assimilar a inovação alheia.”

“Apesar dos contrastes e das circunstâncias, o país, graças à força viva que o impele, está fadado a um grande destino porque não tem vocação para a mediocridade.O Brasil jamais será um país medíocre.”

Bonito!,... a quanto tempo eu não ouvia algo assim,...

E olhem só, separei esse trecho em que o próprio Lúcio descreve seu coração reconfortado:

“Vendo aquelas casas, aquelas igrejas, de surpresa em surpresa, a gente como que se encontra, fica contente, feliz, e se lembra de coisas esquecidas, de coisas que a gente nunca soube, mas que estavam lá dentro de nós.” (1929)

Praticamente um acalanto para o espírito.

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