
Ao mesmo tempo em que corre o processo licitatório para a feitura dos projetos executivos e complementares da reforma do palácio Iguaçú, corre também uma revindicação pela revisão do anteprojeto realizado pela SEOP (Secretaria de Obras Públicas) feita pelos arquitetos locais, que primam pela conservação do patrimônio moderno da cidade.
O ponto está na nova esquadria, com modulação diferente da existente e a troca dos vidros transparentes para vidros verdes. A fachada é sul e não haveria necessidade de qualquer vidro especial, a não ser, conforme empregado, por um mero efeito midiático. E dentre outras coisas curiosas no projeto, é a não representação da soltura das lajes, característica modernista da fachada livre, utilizada pelo arquiteto David Xavier de Azambuja em 1951, entendendo-se que as prolongariam até o perímetro da esquadria, rompendo com a composição original, de transpasse dos pilotis na fachada.
A questão é que a intervenção descaracteriza um importante edifício que faz parte do conjunto de obras realizadas em comemoração ao centenário da emancipação política do estado do Paraná, como o colégio Tiradentes, Praça Dezenove de Dezembro, conjunto do Centro Cívico, Biblioteca Pública e o Teatro Guaíra. Obras que são marcos de referência da arquitetura moderna paranaense.
Aí penso eu,...será que chama mais a atenção a restauração do edifício respeitando suas características originais ou uma maquiagem com um belo Ray-ban?
Não sei.
Saiu matérias no portal rpc:
Estamos acompanhando e vamos ver no que vai dar tudo isso.
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