terça-feira, janeiro 20, 2009

Nós vamos invadir sua praia, Reloade

Pessoal,

Essa coisa da globalização, internacionalização da arquitetura, o oráculo do fim dos regionalismos e seus derivados, tem rendido e certamente irá render muita discussão.

Então bate na porta o Fuksas e solta: "O moderno é coisa do século passado. Podemos dizer que aquele foi o século do moderno." Não obstante, atrás desse surge Patrik Schumacher - sócio de Zaha Hadid e emenda: "Vivemos em uma sociedade mundial" e continua: "Os arquitetos mais jovens não terão chance se não puderem competir com profissionais internacionais."
Por enquanto Zaha não apontou por aqui, mas Fuksas está com o projeto do Istituto Iataliano di Cultura em São Paulo. E ja disse querer fazer mais em Sampa, assim, bota lenha mesmo.
A contrapartida brasileira pode ser ilustrada com Alvaro Puntoni: "Trata-se de uma ação estratégica de mercado travestida de ação intelectual" e ainda Mahfuz: "Está na hora de começarmos a distingüir entre estratégias de marketing e programas culturais relevantes".

Será que nessa estória não existiria uma espécie de denominador comum?
Não diria um concenso, mas encarando a arquitetura produzida no mundo, como algo repleto de sutilezas e que de alguma forma, se faz permear, seja no regionalismo mais estanque, e ao mesmo tempo, vai embora sem deixar vestígios quando é tratada com truculência.

Que acham?

Matéria na AU deste mês. O regionalismo está com os dias contados?




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